Iepha-MG inicia cadastro para Inventário relacionado às Farinhas de Milho e Mandioca em MG

Estudo será apresentado ao Conep para reconhecimento como patrimônio cultural do Estado. Previsão é que a pesquisa seja concluída no final de 2020.

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - Iepha-MG - inicia, em outubro, a pesquisa sobre a produção das Farinhas no Estado. A proposta do inventário foi lançada durante as comemorações do Dia do Patrimônio Cultural 2019 - Cozinha e Cultura Alimentar, no Circuito Liberdade. O projeto tem por objetivo identificar e inventariar os locais de produção, produtos e produtores de farinha de milho e de mandioca que são bases da alimentação de grande parte dos mineiros.
A importância desses saberes e espaços, associados a outros estudos já realizados, motivou o Iepha-MG a iniciar a pesquisa para identificar os Moinhos de Milho e as Casas de Farinha como patrimônio cultural de Minas Gerais.

Para a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo, a pesquisa trata-se de um desdobramento do inventário do Rio São Francisco, de 2014, em que o Instituto pode identificar uma série de práticas culturais vinculadas à cultura alimentar naquela região. “A partir de então, colocamos como prioridade o aprofundamento de tais práticas culturais que são centrais em relação aos modos de vida e suas especificidades no território de Minas Gerais. Com o inventário das farinhas de milho e mandioca dá a luz ao conhecimento da pluralidade que envolve esse fazer cultural no Estado e terá como primeira frente de trabalho para o desenvolvimento do estudo, o cadastro das casas de farinhas e moinhos de milho.” A presidente ainda destaca a importância do cadastro que tem como objetivo “identificar as práticas relacionadas às cozinhas mineiras e sua diversidade em todas as regiões do Estado”, salientou Michele.

 

Com o inventário das farinhas de milho e mandioca dá a luz ao conhecimento da pluralidade que envolve esse fazer cultural no Estado e terá como primeira frente de trabalho para o desenvolvimento do estudo, o cadastro das casas de farinhas e moinhos de milho. Michele Arroyo, presidente

A primeira etapa do projeto será a realização de um cadastro dos produtores e casas de farinhas de Minas Gerais por meio de um formulário disponível no portal do Iepha-MG – www.iepha.mg.gov.br. A expectativa do Iepha é que prefeituras, pesquisadores e a sociedade em geral participem desse levantamento de forma colaborativa por meio do preenchimento do cadastro disponível no site. Ao final do estudo, serão propostas medidas de proteção e salvaguarda desses bens culturais. A previsão é que o inventário seja concluído no final de 2020.

Farinhas e a cultura alimentar na cozinha mineira

O hábito de se alimentar associa em torno de si uma série de valores sociais e simbólicos, onde estão presentes elementos como as etapas de produção, o plantio, a preparação, o consumo e o descarte, observando ainda os valores culturais, lugares e saberes que orbitam ao redor da atividade.
Em Minas Gerais as farinhas de mandioca e de milho são bases da alimentação de muitos indivíduos e está enraizada nas receitas e nos sabores espalhados pelo estado.

Moinhos de Milho e Casas de Farinhas

Os locais de produção dessas farinhas são base do sustento de muitas famílias e comunidades e funcionam como ponto de encontro e de sociabilidade de pessoas que trabalham e utilizam esses lugares coletivamente e que ali mantém seus ofícios e tradições.
A importância desses saberes e espaços, associados a outros estudos já realizados, motivou o Iepha-MG a iniciar as pesquisas para identificar os Moinhos de Milho e as Casas de Farinha como patrimônio cultural de Minas Gerais
O inventário é um importante mecanismo de proteção por meio do diagnóstico levantado em pesquisa para mapeamento entre Iepha-MG, comunidades tradicionais e sociedade num debate aberto sobre as políticas de proteção do patrimônio cultural mineiro.
Para o diretor de Proteção e Memória do Iepha-MG, Fernando Pimenta, mais do que pratos típicos, a cozinha tradicional local é parte fundamental da nossa identidade pois conserva a memória do que fomos e somos, nos fortalecendo como grupo social. “A abertura do cadastro das farinhas em Minas Gerais constitui um passo fundamental para a proteção dessa manifestação cultural com vistas, inclusive, a fortalecê-la diante da dramática disputa de mercado”, afirmou Fernando, que conta com a cooperação de todos na construção dessa ação. Ao final, o estudo será apresentado ao Conselho Estadual de Patrimônio Cultural - Conep para solicitar o reconhecimento dessa produção tradicional como patrimônio cultural de Minas Gerais.

Serviço
Cadastro “Inventário da Cultura Alimentar relacionada às Farinhas de Milho e Mandioca em Minas Gerais. Cadastro dos Moinhos de Milho e Casas de Farinha”
Quando: a partir de 11/10/2019
Local: www.iepha.mg.gov.br 
Dúvidas: pesquisa@iepha.mg.gov.br (31) 32352878

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