Imagem de São Miguel Arcanjo é devolvida à Matriz de São Romão

Obra de mais de 1 metro de altura voltará a compor o templo que fica no Norte de Minas.

Após mais de 20 anos, a Matriz de São Romão, no Norte de Minas de Gerais, receberá de volta a imagem sacra de São Miguel Arcanjo. A devolução da peça em madeira policromada dourada, de mais de 1 metro de altura, aconteceu nessa quinta-feira (12/3), na sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

A restituição de exemplar do século 19, contou com as presenças de Dom José Moreira, bispo da diocese de Januária, da Coordenadora da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico do Ministério Público de Minas Gerais, Giselle Ribeiro de Oliveira, e da presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo. 

“Receber essa imagem é um privilégio, pois ela faz parte da história de São Romão e do Norte de Minas”, relata emocionado Dom José Moreira.

A presidente do Iepha, Michele Arroyo, fala sobre a relevância da devolução da peça sacra ao seu local de origem. “A imagem de São Miguel Arcanjo está sendo devolvida para que ela volte a compor o acervo da Matriz de São Romão, e para que os fieis e visitantes tenham acesso ao patrimônio cultural de Minas Gerais”, comemora Arroyo. “Consideramos essa ação importante, porque tem a parceria do Ministério Público, dos órgãos de proteção, Iepha e Iphan, e também da polícia que faz o monitoramento das peças de arte sacra que foram retiradas de suas localidades”, ressalta a presidente.

Apreendida em 2003 pela polícia federal em São Paulo, a obra ficou sob a guarda do Iepha e esteve depositada no acervo do Museu Mineiro desde então.

Segundo a promotora Giselle Ribeiro de Oliveira, para o Ministério Público é muito satisfatório ver mais um bem cultural mineiro que havia sido subtraído retornar para o uso coletivo da comunidade de origem. “Esses vestígios materiais da história, da identidade local são muito significativos e não podem ficar presos com pessoas que indevidamente se apropriam deles”, enfatiza Giselle. “A devolução foi possível graças à campanha que o Ministério Público, junto com o Iepha, tem feito para a recuperação do patrimônio cultural. Buscamos esses bens desaparecidos e divulgamos as obras que são encontradas para que as pessoas identifiquem e, assim, possam retornar aos seus locais de origem”, conclui a promotora.