Acervo sacro é devolvido à igreja após restauração

Outras três etapas estão previstas, e contemplam a Capela de Nosso Senhor do Bonfim e as igrejas de Nossa Senhora do Rosário e Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Doze peças do acervo sacro da Capela de Santa Quitéria, em Catas Altas, foram devolvidas à comunidade após restauração que durou cerca de oito meses. Contratados pela prefeitura municipal, os trabalhos foram realizados pela empresa Seculus Restauro no consistório da igreja Matriz, onde foi montado um ateliê que ficou aberto à visitação. Técnicos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) acompanharam o processo de recuperação das peças.

Uma procissão conduziu as imagens até a Capela de Santa Quitéria, onde teve missa para abrir as festividades do dia da santa, celebrado no dia 26 de maio. A igreja integra o núcleo histórico tombado pelo Iepha-MG desde 1989.

Entre as peças devolvidas à Capela, todas do século 18, estão cinco imaginárias (imagens de Santa Quitéria, Nossa Senhora do Carmo, São Luis Gonzaga, São Francisco Bórgia e Crucifixo), seis objetos de iluminação (castiçais) e um material de ritual (pia de água benta).

 

O projeto, aprovado pelo Iepha-MG, fez parte da primeira etapa do processo de restauração dos bens móveis do município.

As obras desta fase custaram cerca de R$ 214 mil, e incluem também serviços de inventário, acompanhamento de responsável técnico e montagem do espaço do ateliê. Os recursos foram oriundos de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).  

A restauração dos bens móveis do município está sendo realizada em quatro etapas. Além da Santa Quitéria, serão contempladas a Capela de Nosso Senhor do Bonfim e as igrejas de Nossa Senhora do Rosário e Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Capela de Santa Quitéria

Localizada no alto da colina, a Capela de Santa Quitéria é datada do século 18. Foi construída em 1728 pelo Senhor Paulo de Araújo de Aguiar (possivelmente o proprietário do terreno) com ajuda dos devotos da comunidade. Em um documento de registro de casamento em 1734, a Capela aparece pela primeira vez nos livros de Cúria Arquidiocesana de Mariana.